Mais um escândalo na gestão Furlan envolve suposto namorado de subsecretária da prefeitura
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A gestão do prefeito Antônio Furlan, que já é alvo de múltiplas investigações por parte do Ministério Público Federal, amanhece sob novo escândalo. Desta vez, o caso envolve o namorado de uma subsecretária municipal, que teria sido contratado pela Secretaria Municipal de Saúde para atuar como técnico de enfermagem, mas sem possuir inscrição no conselho profissional.
A denúncia, encaminhada pelo Conselho Regional de Enfermagem do Amapá (Coren-AP) ao Ministério Público Federal e Polícia Federal, aponta que Júlio Vitorino da Silva, suposto namorado de Renata Souto da Silva — subsecretária municipal e então titular da Secretaria de Gestão de Pessoas —, estaria exercendo ilegalmente a profissão. Além da falta de registro, chama a atenção o salário do investigado: cerca de R$ 7 mil mensais, valor pago com recursos públicos.

Documentos anexados ao procedimento indicam que a inserção do nome de Júlio Vitorino na folha de pagamento teria ocorrido justamente sob a responsabilidade da subsecretária, o que levanta ainda mais suspeitas sobre um possível caso de improbidade administrativa e favorecimento pessoal dentro da máquina pública.
O caso ganha contornos ainda mais graves quando se leva em conta o histórico de investigações que pesam sobre o prefeito e seus familiares. Antônio Furlan é acusado pelo Ministério Público Federal de liderar uma organização criminosa instalada nos bastidores da política local. Ao lado de seus irmãos, o prefeito responde a inquéritos que apuram irregularidades graves, como lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e corrupção ativa e passiva. O esquema, segundo as investigações, teria desviado recursos públicos e comprometido a lisura de contratos e licitações na administração municipal.
Agora, com mais esse episódio envolvendo o namorado de uma auxiliar direta do primeiro escalão, cresce a percepção de que a promiscuidade entre interesses pessoais e a coisa pública se tornou uma prática recorrente na gestão Furlan. O fato de o investigado não possuir sequer registro profissional para exercer a função, e ainda assim figurar na folha de pagamento com vencimentos expressivos, escancara um ambiente onde o controle e a fiscalização parecem ter sido deixados de lado.

Diante do declínio de atribuição da esfera federal, caberá agora ao Ministério Público e a Policial Federal aprofundar as investigações e apurar não apenas o exercício ilegal da profissão, mas também a possível participação da subsecretária na contratação.
A reportagem mantém espaço aberto para manifestação da Prefeitura de Macapá, da subsecretária citada e do investigado.













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