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Em queda livre nas pesquisas, Furlan tenta barrar na justiça o avanço de Clécio

há 1 dia
2 min de leitura

Em meio a um cenário de forte retração nas intenções de voto, a coligação do candidato Antônio Furlan (PSD) intensificou uma escalada de medidas jurídicas na tentativa de conter o avanço do governador e candidato à reeleição, Clécio Luís. Após reveses recentes em investidas para censurar veículos de imprensa e tentar barrar a divulgação de pesquisas eleitorais — como a Doxa, que apontou a queda de Furlan para 50 pontos e o crescimento de Clécio para 40 —, o grupo opositor agora volta seu foco para tentar paralisar e deslegitimar as entregas do Governo do Estado.



O ápice dessa estratégia ocorre com o ajuizamento de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra Clécio Luís e seu vice, Antonio Pinheiro Teles Júnior. Na petição, a coligação de Furlan aponta a suposta irregularidade na manutenção de painéis publicitários em obras públicas, como na Rodovia JK e no Conjunto Laurindo Banha, pleiteando desde a concessão de liminares até a cassação dos registros e a declaração de inelegibilidade da chapa por oito anos.


Defesa demonstra lisura e aponta rigor excessivo

Em resposta à movimentação que tenta transformar questões administrativas em ferramentas de desgaste político, a defesa de Clécio Luís apresentou um consistente pedido de reconsideração, evidenciando a total falta de razoabilidade da decisão inicial que impôs penalidades ao Executivo estadual.


O argumento central da defesa desmonta a narrativa de descumprimento ou má-fé: “o Governo do Estado já havia agido de forma republicana e antecipada, retirando voluntariamente os slogans e logomarcas de gestão das placas e substituindo-os estritamente pelo Brasão de Armas do Estado antes mesmo das vedações do período eleitoral.”



Os principais pontos destacados no pedido de reconsideração demonstram a fragilidade da acusação da oposição:

Afastamento da multa desproporcional: A defesa requer o cancelamento da multa diária (astreinte) fixada em R$ 10.000,00, argumentando que o Estado em nenhum momento demonstrou resistência à ordem judicial e que a legislação eleitoral já estabelece ritos próprios para a matéria.


Prazo logístico exequível: Foi solicitada a ampliação do prazo inicial de 48 horas — iniciado em plenos dias de fim de semana — para 5 dias úteis, ponderando a real dificuldade logística e operacional para percorrer e adequar as placas espalhadas pelo território estadual.


"Fatos políticos" e o desespero eleitoral

A investida contra as obras estaduais em todos os municípios repete uma cartilha já vista em outros episódios da atual campanha, como a tentativa frustrada da mesma coligação de barrar o programa social Qualifica Amapá, iniciativa essencial voltada à capacitação técnica de jovens e adultos para o mercado de trabalho, que teve sua continuidade assegurada pela Justiça Eleitoral.


Para analistas políticos, a insistência em criar embaraços jurídicos evidencia o receio diante da consolidação do arco de alianças e das entregas administrativas do atual governo.


Enquanto a gestão estadual busca manter o foco no desenvolvimento e na execução de políticas públicas, o grupo de Furlan aposta em sucessivas manobras no Tribunal Regional Eleitoral na tentativa de compensar, no tapetão, a perda de espaço nas ruas e nas preferências do eleitorado amapaense.

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