CONFIRMADO: investigação federal aponta “gabinete do ódio” comandado por Furlan na PMM
- Fernando França

- 31 de out.
- 2 min de leitura

Uma investigação federal que corre sob sigilo aponta a existência de um “gabinete do ódio” dentro da prefeitura de Macapá comandado pelo próprio prefeito Furlan. O relatório de investigação aponta ainda que o grupo é responsável por organizar ataques virtuais ao líder do governo no Congresso Nacional e a outros adversários políticos do prefeito Dr. Furlan. O gabinete do senador Randolfe Rodrigues não quis comentar o assunto, mas confirmou a existência da investigação que corre sob sigilo.
As informações obtidas e contidas num documento identificado por RELINT nº 01/2025, detalham trocas de mensagens, comandos operacionais e evidências de uso de servidores e equipamentos públicos para alimentar o grupo virtual. As informações indicam que o núcleo das operações funcionava a partir de um grupo de WhatsApp chamado “Furlan Governador em 2026”, que reunia assessores diretos do prefeito e integrantes da Secretaria Municipal de Comunicação (Secom).

“Mensagens coletadas indicam a existência de um comando político informal, ligado ao gabinete do prefeito, voltado à execução de ações de contra-informação e descredibilização de adversários”, descreve o relatório. O documento também aponta que a equipe “atuava de forma sistemática na defesa da imagem do gestor municipal, utilizando identidade visual, linguagem e recursos institucionais da própria prefeitura”.
O documento confirma ainda que parte do conteúdo era produzido em dependências públicas, com “artes, vídeos e legendas elaboradas por servidores efetivos e comissionados durante o horário de expediente”. As postagens seguiam roteiros padronizados e horários de disparo definidos por coordenadores de mídia vinculados à administração municipal. Em uma das mensagens interceptadas, um assessor escreve: “Randolfe não pode pautar o debate. A ordem é responder em menos de 15 minutos.”
As investigações também identificaram a criação de perfis falsos nas redes X (antigo Twitter) e Instagram para ampliar o alcance das publicações e aparentar apoio popular. “O objetivo era construir a percepção de aprovação à gestão e neutralizar críticas ao prefeito”, descreve o texto. Alguns desses perfis teriam sido usados para atacar jornalistas, ambientalistas e vereadores de oposição.
O documento classifica a estrutura como “sofisticada”, com divisão de tarefas e uso de sistemas automáticos de distribuição. Ele inclui listas de servidores, cronogramas de postagens e mensagens que sugerem liberação irregular de funcionários para atuar politicamente durante o expediente. “Há indícios de que servidores foram dispensados de suas funções regulares para participar das atividades digitais”, afirma o relatório.












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