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PF abre nova investigação sobre vazamento e possível apoio a fuga de investigado no Amapá

  • há 17 horas
  • 2 min de leitura

Nova investigação envolve o nome de Neto Furlan, irmão de Dr. Furlan (ambos na foto a seguir). Ele teria se encontrado com Juarez Pantoja Menescal de Sousa - preso por porte ilegal de arma é um dos operadores do criminoso esquema digital - um dia antes da operação e repassado dinheiro para que o investigado deixasse a cidade antes da ação policial.



A Polícia Federal decidiu aprofundar as investigações relacionadas à operação Palanque Digital, que apura a atuação de uma rede digital com influência político-eleitoral no Amapá. A nova apuração foi autorizada pela juíza Paola Julien Oliveira dos Santos, do TRE-AP, após surgirem indícios de que informações sigilosas teriam circulado antes do cumprimento das medidas judiciais.


Conforme relatado pela PF, alguns dos alvos da operação já demonstravam saber, antecipadamente, das ações que seriam executadas. Um dos episódios citados ocorreu no dia 21 de maio, quando uma investigada teria comentado no local de trabalho que seria alvo de busca e apreensão determinada pela Justiça Eleitoral.


Os investigadores também identificaram publicações em redes sociais mencionando o suposto vazamento e antecipando a realização de uma operação contra comunicadores e veículos de imprensa críticos ao Governo do Estado.


Outro ponto considerado sensível pela investigação envolve o nome de Neto Furlan. Segundo informações encaminhadas à Justiça, ele teria se encontrado com Juarez Pantoja Menescal de Sousa um dia antes da operação e repassado dinheiro para que o investigado deixasse a cidade antes da ação policial.


Apesar das suspeitas, a Polícia Federal destacou que os fatos ainda precisam ser confirmados por novas provas. Mesmo assim, a corporação avalia que a conduta pode caracterizar tentativa de dificultar ou interferir nas investigações, situação prevista na legislação que trata de organizações criminosas.


O Ministério Público Eleitoral se manifestou favoravelmente à continuidade das apurações e apontou que há elementos iniciais que sustentam a hipótese de tentativa de obstrução investigativa.


Ao analisar o caso, a magistrada entendeu que existem circunstâncias suficientes para justificar o avanço das diligências, especialmente pela proximidade entre os fatos narrados e o desencadeamento da operação policial.


Na decisão, a juíza ainda ressaltou que o vazamento de informações protegidas por sigilo judicial representa situação de elevada gravidade, principalmente quando há risco de comprometimento da coleta de provas e do cumprimento de medidas cautelares.


Com isso, foi autorizada a abertura de um inquérito específico para identificar a origem do vazamento, preservar registros digitais e ouvir os envolvidos no caso.

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