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Com Clécio, Amapá registra salto na renda e maioria da população conquista remuneração mensal

12 de mai.
2 min de leitura

O Amapá alcançou, em 2025, um dos melhores resultados econômicos de sua série histórica, consolidando um cenário de crescimento da renda, ampliação do mercado de trabalho e aumento da circulação de dinheiro na economia. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da PNAD Contínua, mostram que o estado viveu um avanço significativo nos indicadores de rendimento durante a gestão do governador Clécio Luís.


O rendimento médio mensal real de todas as fontes da população residente no estado chegou a R$ 2.857 em 2025, o segundo maior valor desde o início da pesquisa, em 2012. O resultado representa crescimento de 2,4% em relação a 2024, além de um avanço expressivo de 25,5% quando comparado ao período anterior à pandemia, em 2019.


Outro dado que chama atenção é o fato de que, pela primeira vez, a maioria da população amapaense passou a possuir algum tipo de rendimento mensal. Dos 798 mil residentes no estado, 58,2% tinham renda em 2025, o equivalente a 468 mil pessoas — o maior percentual já registrado pela série histórica da pesquisa.


O rendimento do trabalho segue como principal motor da economia amapaense. Em 2025, 43,6% da população possuía rendimento habitual proveniente do trabalho, percentual superior ao registrado no ano anterior. Já o rendimento médio habitualmente recebido de todos os trabalhos alcançou R$ 3.089, o terceiro maior valor da série histórica, com crescimento de 2,6% em relação a 2024 e alta acumulada de 18,1% frente a 2019.



Os números também refletem diretamente no fortalecimento da economia local. A massa de rendimento mensal real de todos os trabalhos atingiu R$ 1,1 bilhão em 2025, o maior valor da história da pesquisa no estado. O crescimento foi de 14,5% em comparação a 2024 e impressionantes 98,5% em relação a 2019, impulsionado pelo aumento da população ocupada com rendimento, que chegou a 348 mil pessoas.


Outro indicador importante foi o rendimento domiciliar per capita, que alcançou R$ 1.675 — também recorde histórico no Amapá. O avanço foi de 4,4% frente ao ano anterior e de 42,7% em comparação ao período pré-pandemia.


Apesar da melhora nos indicadores econômicos, os dados também revelam que a desigualdade social ainda permanece elevada no estado. Segundo o IBGE, os 10% da população com maiores rendimentos receberam, em média, 12,6 vezes mais do que os 40% com menores rendimentos. Além disso, essa parcela mais rica concentrou 37,8% de toda a massa de rendimentos domiciliares do Amapá em 2025.


Os programas sociais continuam exercendo papel relevante na sustentação da renda de milhares de famílias amapaenses. O rendimento domiciliar per capita das famílias beneficiadas pelo Bolsa Família foi de R$ 768, equivalente a apenas 34,7% da renda média dos domicílios que não recebem o benefício.


Mesmo diante das desigualdades persistentes, os números apontam para uma transformação econômica significativa no estado, marcada pela expansão do rendimento do trabalho, maior inserção da população no mercado de renda e crescimento do poder de consumo das famílias. O cenário reforça a percepção de recuperação econômica e fortalecimento da atividade produtiva no Amapá nos últimos anos.

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