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Ranking coloca Macapá entre as 20 piores cidades do Brasil em saneamento básico

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Capital amapaense tem apenas 14,94% da população com acesso à coleta de esgoto, segundo levantamento do Instituto Trata Brasil. Concessionária cita investimentos e diz que trabalha para mudar cenário.


MACAPÁ (AP) – Um retrato preocupante da infraestrutura urbana. Macapá figura, mais uma vez, entre as cidades com os piores indicadores de saneamento básico do país. É o que aponta o Ranking do Saneamento 2026, divulgado nesta quarta-feira (18) pelo Instituto Trata Brasil.


De acordo com o estudo, a capital amapaense ocupa uma posição crítica ao lado de outros 19 municípios, sendo uma das sete capitais estaduais na lista das piores colocadas. O índice que mais chama a atenção é o de acesso à coleta de esgoto: apenas 14,94% da população de Macapá é atendida pelo serviço.


O número coloca a cidade em enorme desvantagem se comparada a outras capitais brasileiras. Enquanto Macapá patina na casa dos 14%, cidades como Goiânia, São Paulo e Curitiba, por exemplo, já universalizaram o serviço e atendem mais de 90% de seus moradores.


Desafios em múltiplas frentes


O levantamento do Trata Brasil não aponta apenas a falta de coleta. Em um panorama geral, o saneamento na capital amapaense enfrenta gargalos em todas as etapas. No quesito tratamento do esgoto que é coletado, a cidade não alcança os 80% de índice, patamar já atingido por sete capitais. A situação é um reflexo de desafios comuns às regiões Norte e Nordeste, onde cidades como Porto Velho (RO), São Luís (MA) e Teresina (PI) tratam menos de 20% do esgoto.


Outro problema histórico e de grande impacto financeiro e ambiental são as perdas de água na distribuição. Macapá apresenta índices elevados de desperdício, o que significa que uma parcela significativa da água que passa por todo o processo de tratamento acaba não chegando às torneiras da população, perdendo-se na rede antes de chegar ao consumidor final.


A presença de Macapá e de outras seis capitais (Maceió, Manaus, São Luís, Belém, Rio Branco e Porto Velho) na lista dos 20 piores municípios evidencia que a crise no saneamento não é um problema restrito a pequenas cidades do interior, mas atinge diretamente milhões de brasileiros que vivem em grandes centros urbanos.


O que diz a concessionária


Em resposta aos dados do ranking, a Concessionária de Saneamento do Amapá (CSA) , responsável pelos serviços na capital, afirmou que atua de forma contínua para transformar a realidade do estado. A empresa destacou que, desde o início de suas operações em 2022, já investiu mais de R$ 1,4 bilhão no Amapá.


A CSA informou que a cobertura de abastecimento de água em Macapá saltou de 36% para os atuais 72%, beneficiando mais de 97 mil pessoas. A concessionária também pontuou que os números do ranking consideram dados de comunidades em áreas rurais, que não são de sua responsabilidade conforme o contrato de concessão.


Por fim, a empresa reforçou seu compromisso com a população amapaense, afirmando que segue trabalhando para ampliar o acesso à água potável e ao esgotamento sanitário, promovendo mais saúde, dignidade e qualidade de vida.

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