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QUEIMADAS NA ESTIAGEM: motoristas se arriscam em trechos da AP 070 em chamas

  • Foto do escritor: Fernando França
    Fernando França
  • 27 de out.
  • 2 min de leitura

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Com a chegada da estiagem, as queimadas tomam conta do serrado amapaense levando perigo a moradores de comunidades e motoristas que se aventuram ao atravessarem a rodovia com suas laterais em chamas. Desde agosto, o Governo do Estado vem reforçando o combate ao fogo com a Operação Amapá Verde, coordenada pelo Corpo de Bombeiros.


A ação, que começou em agosto, mobiliza 42 militares distribuídos em oito bases estratégicas, cada uma com cinco bombeiros e dois oficiais. A operação será executada em 12 ciclos, com trocas de equipes a cada dez dias, garantindo a presença constante de profissionais em áreas de maior risco.


De acordo com o CBM, os focos de incêndio se concentram entre agosto e dezembro, especialmente em regiões de cerrado e nas margens das rodovias federais e estaduais, além de ramais de acesso.


Em 2024, o estado registrou 2.014 focos de incêndio, dos quais 579 foram combatidos diretamente pelas equipes da Amapá Verde.


Cenário Nacional

O cenário local reflete uma tendência nacional preocupante. O ano de 2024 marcou um recorde histórico de área queimada na Amazônia, segundo dados oficiais. O bioma amazônico foi o mais atingido do país, com 15,6 milhões de hectares destruídos pelo fogo— um aumento de 117% em relação à média histórica. Essa extensão correspondeu a 52% de toda a área queimada no Brasil no ano passado, consolidando a Amazônia como o principal epicentro do fogo no país.


O Cerrado também foi duramente afetado. Juntos, Amazônia e Cerrado responderam por 86% de toda a área queimada no Brasil entre 1985 e 2024, somando cerca de 177 milhões de hectares atingidos pelo menos uma vez nesse período. Embora a área queimada nos dois biomas seja semelhante, o impacto proporcional é distinto: na Amazônia, 21% do território já foi atingido pelo fogo; no Cerrado, o índice chega a 45%.


As autoridades reforçam que a participação da população é essencial, denunciando queimadas ilegais e colaborando com as equipes de combate para reduzir os danos ambientais e sociais durante o período mais seco do ano.

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