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Pesquisa mostra Rayssa em queda livre e Furlan liga botão de alerta

  • há 10 horas
  • 2 min de leitura

Atualizado: há 11 minutos


Ex-primeira-dama de Macapá perde mais de 20 pontos em três meses e vê vantagem sobre Randolfe evaporar após escândalos de corrupção envolvendo o casal.



A pesquisa do Instituto Veritá para o Senado, divulgada ontem no Amapá, escancara um fenômeno político que já era antecipado por analistas locais: a rápida deterioração da imagem de Rayssa Furlan (Podemos) após os escândalos de corrupção na obra do Hospital Municipal. Em apenas três meses, a ex-primeira-dama de Macapá viu sua intenção de votos válidos despencar mais de 20 pontos percentuais, saindo de um confortável patamar de 54,2% em abril para 33,8% em julho — uma queda que a jogou em empate técnico com o senador Randolfe Rodrigues (PT).


A coincidência temporal entre o debate eleitoral eleitoral e a sucessão de crises e escândalos de corrupção envolvendo ela e marido, o ex-prefeito Antônio Furlan, é o ponto central para entender a reversão do quadro. A administração municipal foi alvo de múltiplas operações da Polícia Federal e investigações por suspeitas de corrupção na obra do Hospital Municipal de Macapá, culminando no afastamento judicial de Furlan e, posteriormente, em sua renúncia ao cargo em março 2026, uma mês antes da primeira pesquisa pós escândalos. Embora as pesquisas não meçam diretamente as razões do eleitor, os números sugerem que o desgaste do "caso Furlan" contaminou a candidatura da ex-primeira-dama.



A trajetória dos números é reveladora. Em abril, Rayssa ostentava uma vantagem de 25,4 pontos sobre Randolfe (28,8%). Em maio, já havia caído para 42,4%, enquanto o petista subia para 30,6%. Agora, com 33,8% contra 30,8% de Randolfe, a diferença de três pontos está dentro da margem de erro de 3,5 pontos — o que configura um cenário de indefinição na reta final da pré-campanha.


O movimento de queda de Rayssa é acompanhado pelo crescimento de outros nomes, como Acácio Favacho (MDB), que disputa votos no mesmo campo político que Rayssa e Lucas Barreto.


Esse avanço indica que o eleitorado insatisfeito com a ex-primeira-dama não migrou majoritariamente para Randolfe, mas pulverizou o voto em outras alternativas — o que, paradoxalmente, pode beneficiar o petista se a tendência de fragmentação se mantiver.


Para Randolfe, a trajetória de crescimento lento, mas constante, reflete uma aposta para ocupar a vaga de mais votado nas eleições para o Senado.

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