top of page

Lucas Barreto rebate críticas sobre escala 6x1, mas não explica apoio a projeto que permite jornada 7x0

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Senador do Amapá usou as redes sociais para se defender da pressão popular, mas evitou esclarecer por que assinou PEC que flexibiliza direitos, extinguir folgas semanais e pode diminuir o valor do salário.



O senador Lucas Barreto (PSD-AP) recorreu às redes sociais, neste fim de semana, para rebater as críticas de trabalhadores sobre seu posicionamento em relação à escala 6x1. Em publicação, o parlamentar afirmou que o projeto que prevê dois dias de descanso semanal mantendo o salário ainda não foi votado no Senado e que, por isso, não teria "votado contra" a proposta.


No entanto, o senador não explicou por que assinou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) PEC 12/2026 que viabiliza a chamada escala 7x0 — modelo que permite ao empregador exigir trabalho em todos os dias da semana, sem folga garantida.


Proposta assinada por Barreto também autoriza acordo direto entre patrão e empregado


A PEC, protocolada com assinaturas de mais de 50 senadores, defende a "liberdade e autonomia do trabalhador" para negociar sua rotina. Na prática, porém, especialistas e centrais sindicais apontam que o texto pode precarizar as relações de trabalho.


O que diz a proposta:


· Jornada flexível e pagamento por hora: o trabalhador recebe exclusivamente pelas horas trabalhadas, sem garantia de remuneração mínima mensal caso não cumpra a carga horária acordada.

· Ausência de folgas garantidas: a proposta abre brecha para que o empregador exija trabalho em todos os dias da semana (o chamado "7x0") para compensar horas ou atender à demanda.

· Direitos proporcionais: férias, 13º salário e FGTS seriam calculados de forma proporcional às horas efetivamente trabalhadas.


Tramitação e críticas


A PEC tramita atualmente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O projeto é alvo de duras críticas de parlamentares defensores do fim da escala 6x1 e de centrais sindicais. O argumento contrário é que, em um cenário de desemprego e desigualdade de poder entre patrão e empregado, a negociação individual pode resultar em:


· Precarização das condições de trabalho

· Perda do salário mínimo mensal garantido

· Jornadas exaustivas sem descanso semanal


A íntegra do texto e a tramitação da PEC podem ser consultadas no portal oficial do Senado Federal.


Comentários


Mais Lidas

bottom of page