Fim da escala 6x1: pesquisa do Sebrae indica que maioria dos pequenos negócios não preveem impacto
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O presidente nacional do Sebrae, Décio Lima, avaliou positivamente os dados. Para ele, o fim da escala 6x1 pode trazer ganhos de qualidade de vida e produtividade para os trabalhadores, o que beneficiaria também os pequenos negócios.

Levantamento feito entre novembro e dezembro de 2024, com grande repercussão desde o início deste ano com o crescimento da perspectiva pelo fim da escala 6X1, mostra que a maioria dos pequenos empreendedores enxerga a mudança na jornada de trabalho como neutra ou positiva; setores como beleza, logística e agronegócio estão entre os menos preocupados
Uma pesquisa realizada pelo Sebrae, cujos resultados vieram a público no início de 2026, revela que a maioria dos pequenos negócios no Brasil não acredita em prejuízos com o fim da escala 6x1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias e folga um.
De acordo com o levantamento, 47% dos pequenos empreendedores afirmam que não esperam impacto negativo em suas operações com a possível adoção de dois dias consecutivos de descanso (escala 5x2). Além desses, outros 9% preveem impacto positivo com a mudança. Somados, os dois grupos alcançam 56% — o que indica uma percepção predominante de adaptação ou até mesmo ganho entre os pequenos negócios.
Por outro lado, 32% dos entrevistados estimam impacto negativo no negócio, enquanto 12% não souberam opinar.
Setores com menos preocupação
O estudo também apontou que alguns segmentos econômicos tendem a sofrer menos com a transição. Entre eles estão:
· Academias
· Logística
· Beleza
· Agronegócio
· Economia criativa
Nessas áreas, a previsão de impactos negativos foi menor do que a média geral.
Visões divergentes: produtividade vs. custos
O presidente do Sebrae, Décio Lima, avaliou positivamente os dados. Para ele, o fim da escala 6x1 pode trazer ganhos de qualidade de vida e produtividade para os trabalhadores, o que beneficiaria também os pequenos negócios.
"A melhoria nas condições de trabalho tende a aumentar o engajamento e reduzir o absenteísmo", afirmou Lima, citando relatos de empresas que já migraram para o modelo 5x2.
Em contrapartida, representantes do setor produtivo, como o Simpi (Sindicato da Micro e Pequena Indústria de São Paulo), demonstram cautela. A entidade alerta que a mudança pode pressionar empresas com estruturas mais enxutas — especialmente aquelas com até 9 funcionários — elevando custos operacionais e exigindo rearranjos na jornada.
Exemplos práticos: como fica a carga horária
Empresas que já adotaram a escala 5x2 relataram ajustes na rotina. Para manter as atuais 44 horas semanais, algumas passaram a jornada diária de 7h20 para 8h48, mantendo o mesmo salário. A medida resultou, segundo os relatos, em aumento de engajamento e redução de faltas.











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