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Contrato de 1,7 milhão da MacapáPrev com empresa de lobista é alvo de investigação

  • há 7 dias
  • 2 min de leitura

Os primeiros levantamentos das investigações na MacapáPrev revelam um contrato milionário suspeito entre a instituição e uma empresa de prestação de serviços, a Premium One Representações Comerciais e Serviços Empresariais Ltda, cujo proprietário é o lobista Kassio Ramos, um dos nomes mais controversos da política no Amapá e em Brasília. O contrato suspeito foi revogado pela gestão interina da Prefeitura de Macapá.


Secretário-geral da Executiva Nacional do Partido da Renovação Democrática (PRD) e aliado de primeira hora do ex-prefeito de Macapá afastado do cargo, acusado de desvios de recursos públicos, Dr. Furlan, Kassio Ramos mantinha um vínculo familiar direto com a cúpula da MacapáPrev. Para cargos dentro do instituto, ele indicou a própria prima, Janayna Ramos, para ser diretora-presidente da instituição, o que levanta suspeitas nas investigações que vêm sendo conduzidas pela Polícia Civil a pedido da Polícia Federal.



Com endereço na Travessa Apinajés, nº 1513, Bairro do Condor, em Belém (PA), a Premium One teve como representante legal na assinatura do contrato 002/2014-MacapaPrev/PMM o próprio empresário. O primeiro contrato com a MacapáPrev foi firmado ainda na gestão de Leivo Rodrigues dos Santos, no valor de aproximadamente R$ 1,4 milhão, em fevereiro de 2024. Pouco tempo depois da assinatura, em abril do mesmo ano, o valor foi “repactuado” para quase R$ 1,7 milhão — um aumento de cerca de R$ 300 mil, justificado como um suposto reajuste.



O contrato previa a contratação de 34 trabalhadores terceirizados para atuar na MacapáPrev. No entanto, conforme apuração, alguns desses funcionários não estariam a serviço do instituto público, mas sim “subordinados diretamente a Kassio Ramos”. A estrutura permitia que a empresa tivesse acesso total e irrestrito às dependências da previdência, incluindo documentos internos e estratégicos.



Há suspeitas de que terceirizados, inclusive, tenham tido acesso antecipado à notificação enviada pela atual gestão do instituto de previdência aos diretores da empresa Premium One, que receberam-no documento antes mesmo de sua entrega oficial.


“Alguém de dentro vazou”, afirmam fontes ligadas à investigação. “A notificação que foi emitida para a empresa, eles já tinham. Isso mostra como o privado se misturou com o que é público.”

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