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Como a demissão de João Furlan por compra de votos em 2020 envenena a candidatura de seu irmão Dr. Furlan em 2026

  • há 5 dias
  • 2 min de leitura

Não há mais dúvida! A eleição de 2020 foi fraudada. E o impacto da demissão do promotor João Furlan sobre a candidatura do irmão ao governo estadual é devastador e vai pôr em “xeque” o ex-prefeito afastado por suspeitas de corrupção, Dr. Furlan, mesmo que sua candidatura prevaleça sob os auspícios da lei.




CAPTURANDO O PODER


Por Fernando França


A demissão unânime do irmão João Furlan por compra de votos nas eleições de 2020, pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), joga sobre o ex-prefeito de Macapá afastado sob suspeita de corrupção, Dr. Furlan – ele e sua família – o ônus de provar que é digno de confiança. O eleitor e a opinião pública estão vendo a decisão do CNMP como um "atestado" de que o esquema existiu e de que ele, Dr. Furlan, foi o beneficiário direto da ação. E agora?


A narrativa política de Dr. Furlan e de seus aliados está gravemente comprometida. Discursos de vitimismo e perseguição política ficam em xeque porque perdem qualquer lastro quando o próprio irmão foi demitido do MP por participar ativamente de um esquema de corrupção ativa para elegê-lo. A resposta é clara: o clã Furlan atuou como uma organização criminosa para capturar o poder, como classificou o próprio MP Eleitoral.


O que está claro na decisão do CNMP é o fato de um promotor de Justiça ter sido demitido por unanimidade por coordenação de compra de votos. Isso é um selo de condenação moral que respinga diretamente no irmão, mesmo que a Justiça Eleitoral ainda não tenha se manifestado definitivamente.


A imagem acima é sobre uma fake news divulgada pela milícia digital de Furlan no dia do segundo turno da eleição como parte da farsa montada para fraudar as eleições de 2020.


A HIPOCRISIA INSTITUCIONAL


Há um agravante moral: João Furlan era promotor, ou seja, um fiscal da lei. Ele foi flagrado cometendo o crime que deveria combater. Isso torna o caso particularmente repulsivo aos olhos da sociedade e torna qualquer defesa de Dr. Furlan politicamente constrangedora, pois ele se beneficiou de um agente público que traiu sua própria função ao atender os interesses econômicos e políticos de sua família.


Mesmo que Dr. Furlan vença todas as ações judiciais pendentes no judiciário e mantenha o registro (o que poderá chamar a atenção para o grau de poder do clã Furlan dentro do TRE-AP), sua reputação estará permanentemente manchada. Em uma eleição, a "vitória nos tribunais" nem sempre se traduz em "vitória moral" perante o eleitor. O povo e a crítica séria, comprometida com a verdade, certamente explorarão o caso, e o candidato e seus aliados escondidos em gabinetes e clínicas gastarão mais tempo se defendendo do que apresentando propostas. É o que está acontecendo com o Dr. Furlan. Percebam: ele não tem mais o que propor, nem pautas possui mais. É um futuro furado que vem se sustentando em campos obscuros do jogo político eleitoral. Lamentável.

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