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Caso MacapáPrev: em saia justa, Furlan segue em silêncio e Sinsepeap cobra providências

  • Foto do escritor: Fernando França
    Fernando França
  • 30 de out.
  • 2 min de leitura

A crise na gestão Furlan envolvendo rombo milionário na previdência aumenta insegurança dos servidores após a cobrança do Sinsepeap e o silêncio do prefeito.


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A gestão do prefeito Antônio Furlan (PSD) enfrenta uma das maiores crises políticas desde o início de seu mandato. O “Caso MacapáPrev” — que envolve suspeitas de um rombo de cerca de R$ de mais de R$ 220 milhões na previdência municipal — transformou-se num escândalo que ultrapassa o campo administrativo e ameaça diretamente o futuro político do prefeito, que sonha disputar o governo do Amapá em 2026.


O Sinsepeap (Sindicato dos Servidores Públicos em Educação do Amapá) cobrou explicações urgentes da prefeitura sobre a suposta ausência de repasses patronais ao instituto previdenciário, após a divulgação de um relatório do Ministério da Previdência encaminhado ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-AP).


O documento aponta que, entre julho de 2023 e julho de 2025, o patrimônio do MacapáPrev despencou de R$ 176,8 milhões para apenas R$ 39 milhões, uma redução de mais de 75% dos recursos em caixa. O dado acendeu o alerta entre servidores e entidades sindicais, que veem na queda vertiginosa um possível indício de má gestão e descumprimento de obrigações legais por parte da prefeitura.


O sindicato afirma que, ao consultar o Portal da Transparência, não encontrou registros públicos que comprovem os repasses das contribuições patronais e dos servidores durante o período em questão. Diante disso, protocolou ofício cobrando da administração municipal, no prazo de 24 horas, todos os comprovantes de transferências ao fundo de previdência, bem como explicações técnicas sobre o destino dos recursos. Caso a resposta não seja dada, o Sinsepeap promete acionar o Ministério Público e recorrer ao Judiciário para garantir o direito à informação e proteger o patrimônio previdenciário dos servidores.


Enquanto a pressão cresce, Furlan permanece em silêncio. Nenhuma manifestação direta foi feita pelo prefeito sobre o conteúdo do relatório do TCE ou sobre as acusações do sindicato. Em nota, a prefeitura atribuiu a redução dos recursos do MacapáPrev ao aumento de 32% no número de aposentados e pensionistas, além da utilização dos valores para pagamento de benefícios — argumento que não convenceu as lideranças sindicais, que consideram a justificativa insuficiente e evasiva.


Nos bastidores políticos, aliados admitem que o caso abalou a imagem de Furlan e aprofundou o desgaste de sua gestão, já atingida por outras investigações da Polícia Federal. O silêncio do prefeito é visto por adversários como uma tentativa de ganhar tempo diante da repercussão negativa e das possíveis implicações jurídicas que o caso pode ter.


Com o relatório do TCE em mãos e o sindicato prometendo acionar a Justiça, o Caso MacapáPrev tende a se transformar no principal foco de instabilidade para a administração municipal. A crise da previdência expôs não apenas falhas na transparência fiscal da gestão, mas também o risco de insolvência de um sistema que deveria garantir o futuro dos servidores públicos. Enquanto isso, o prefeito segue acuado — e o silêncio, que antes era estratégia, agora soa como confissão.

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