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Após operação da PF, vereador de Macapá é alvo de ataque com 15 mil bots e pede investigação

  • há 4 dias
  • 2 min de leitura


Após a Operação Palanque Digital, da Polícia Federal – que trouxe à tona um criminoso esquema de ataques digitais a autoridades do estado e disseminação de desinformação com o objetivo de desequilibrar as eleições deste ano –, o vereador Joselyo (PP), de Macapá, registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Crimes Cibernéticos da Polícia Civil do Amapá.


O parlamentar identificou um crescimento altamente suspeito em seu perfil no Instagram: em poucas horas, sua página saltou de 5 mil para mais de 20 mil seguidores, o que representa um acréscimo de 15 mil contas automatizadas, popularmente conhecidas como bots.


Além do aumento artificial de seguidores, Joselyo passou a receber uma enxurrada de comentários repetidos, com o mesmo texto crítico reproduzido dezenas de vezes em diferentes publicações. A principal hipótese, segundo especialistas, é que as contas tenham sido programadas não apenas para gerar engajamento falso, mas também para realizar denúncias simultâneas contra o perfil – uma tática que pode levar à restrição ou até à suspensão definitiva da página na plataforma.


“Algo que não é normal. O que parece é que são seguidores comprados, colocando em nossa conta para tentar nos atrapalhar, tentar derrubar a nossa página. Isso é crime”, afirmou o vereador.


Integrante do grupo que fazia oposição ao ex-prefeito Antônio Furlan (PSD) – alvo da Polícia Federal por suspeita de usar R$ 25 milhões para pagar uma milícia digital –, Joselyo intensificou sua atuação política justamente após a deflagração da operação que afastou o então gestor. Agora, ele pede que a equipe especializada da Polícia Civil investigue a origem da ação.


O caso acende novamente o alerta sobre o uso criminoso de redes sociais para silenciar adversários por meio de ataques cibernéticos, especialmente em um ano eleitoral marcado por disputas acirradas e pelo fantasma da desinformação em larga escala. A reportagem segue acompanhando os desdobramentos da investigação.

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