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Amapá lidera menor taxa de feminicídio, mas alta nos casos acende alerta em 2026

  • 18 de mar.
  • 2 min de leitura

Uma mulher de 35 anos foi morta de forma violenta na manhã desta quarta-feira (18), na frente do Fórum de Santana, no Amapá, enquanto segui para uma audiência de reintegração de posse com o seu assassino. O crime, enquadrado como feminicídio, reforça a preocupação com a escalada da violência contra mulheres nos primeiros meses de 2026.


A vítima, Juciele de Souza Moraes, seguia para uma audiência quando foi surpreendida pelo agressor em via pública. Elquias da Silva Lima, de 39 anos era o seu ex-companheiro, o que levanta a hipótese de crime motivado por questões pessoais.


O ataque aconteceu pouco antes do horário previsto para a audiência. Juciele foi atingida por diversos golpes de faca e, apesar de ter recebido atendimento de emergência, não resistiu aos ferimentos.


A ocorrência causa ainda mais impacto por ter sido registrada em frente ao Fórum, um local associado à busca por proteção e garantia de direitos.


Crescimento do feminicídio


Crescimento preocupa, apesar de taxa baixa


Embora o Amapá tenha aparecido

recentemente como o estado com a menor taxa proporcional de feminicídios do Brasil, os números absolutos mostram uma tendência preocupante de crescimento.


Em 2024, foram registrados 2 casos em todo o estado. Já em 2025, houve um salto significativo, chegando a 9 feminicídios.

Agora, em 2026, apenas até março, já são 4 casos confirmados, considerando:


• Janeiro: caso Ivone dos Santos

• Fevereiro: adolescente morta em Macapá

• Março: jovem de 19 anos assassinada em loja em Santana

• Março: o crime desta quarta-feira, em frente ao Fórum de Santana


Na prática, o número atual já representa quase metade de todos os casos registrados ao longo de 2025, mesmo com o ano ainda no início.

Alerta


Especialistas apontam que estados com números absolutos menores podem apresentar grandes variações percentuais, mas o avanço recente acende um sinal de alerta.


A sequência de casos, muitos envolvendo relações pessoais entre vítima e agressor, reforça a necessidade de políticas públicas mais eficazes de prevenção, proteção e acompanhamento de mulheres em situação de risco.


O feminicídio registrado nesta quarta-feira, em plena luz do dia e diante de um prédio do Judiciário, evidencia que o problema segue presente — e crescente — mesmo em um estado que, proporcionalmente, aparece bem posicionado nos rankings nacionais.

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