Amapá abre suas portas na COP30 e exibe seu plano socioambiental chamando a atenção do mundo
- Fernando França

- 12 de nov.
- 2 min de leitura
A abertura do estande amapaense contou com o lançamento do Plano de Apoio à Sociobioeconomia e terá, até o final do evento global, mais de 150 apresentações de iniciativas inovadoras.

Após um dia de “esquenta” com painéis temáticos, o Amapá abriu oficialmente, nesta terça-feira, 11, sua programação na COP30, marcando um momento histórico com o lançamento do Plano de Apoio à Sociobioeconomia. A cerimônia contou com a presença do governador Clécio Luís, de autoridades nacionais e locais, e de um grande público de visitantes.
Durante os dez dias de evento, o estande amapaense sediará mais de 150 apresentações de iniciativas inovadoras. O espaço, que reúne instituições de pesquisa, startups, lideranças quilombolas e indígenas, busca fortalecer a posição do estado como o mais preservado do Brasil, ampliar parcerias estratégicas e impulsionar novos negócios verdes.
"O espaço é fruto de uma decisão política do nosso governador. Trata-se de um momento histórico para a delegação, para o Estado e para toda a sociedade. É um estande que movimenta uma parte significativa da nossa economia e cria oportunidades para que empresas de base tecnológica fechem negócios. Ao final da COP, queremos mensurar, em termos relativos, o nível de negócios gerados”, destacou o coordenador da delegação do Amapá na COP30, Gutemberg Silva.

O estande do Amapá reúne uma ampla representação da sociedade amapaense, com a participação de 50 startups, escolas famílias, organizações da sociedade civil, além dos poderes Legislativo e Judiciário. Ao todo, 14 secretarias estaduais participam com painéis temáticos que destacam ações, projetos e oportunidades em diferentes áreas.
O professor e pesquisador do Instituto Federal do Amapá (Ifap), Bruno Cavalcante, também CEO da startup Açaí Direct, participa da COP30 em busca de investimentos e financiamentos, por meio da vitrine que o estande do Amapá oferece.
O protótipo desenvolvido por ele tem o objetivo de conectar o extrativista ao comprador do açaí, integrando peconheiros e barqueiros em uma plataforma web. O projeto já se destacou ao ser aprovado no programa Doutor Empreendedor, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap), recebendo R$ 50 mil em premiação.

“Queremos atrair possíveis investidores. Estamos com uma expectativa enorme para fechar parcerias e negócios, levando daqui novos investimentos tanto para o Amapá quanto para o nosso projeto”, destacou Cavalcanti.
A abertura também contou com uma manifestação artística do artista amapaense Afrane Távora, que realizou pinturas corporais nos visitantes, simbolizando a conexão entre arte, identidade e natureza.
O tradutor de língua inglesa Dan Rocha foi o primeiro a experimentar a intervenção, tornando-se parte viva da obra e expressando, por meio das cores, o encontro entre culturas e a energia amazônica presente no espaço.
“Eu pedi para ele fazer uma pintura em mim. Ele disse que ela simboliza o fundo de um rio da floresta amazônica, que além da água, há sementes que os peixes se alimentam. A arte ficou muito bonita e eu estou muito feliz”, expressou Rocha.
Por Winicius Tavares












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