A Jornada do Super Fácil das Águas: da Amazônia para o mundo
- Fernando França

- 18 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
O barco que virou política pública e já transformou a vida de milhares de ribeirinhos do Amapá, chegou na COP30 como modelo de política pública voltada à Amazônia profunda.

Por Luiz Henrique
Mais uma vez o Amapá sai n frente e apresenta ao mundo apresentará ao mundo uma das políticas públicas mais emblemáticas e inovadoras já desenvolvidas na Amazônia: o Super Fácil das Águas. O projeto foi apresentado ao mundo nessa segunda-feira, 17, durante painel sobre o atendimento a ribeirinhos por meio da unidade fluvial do Sistema Integrado de Atendimento ao Cidadão (Siac), mostrando como uma embarcação adaptada se tornou um instrumento permanente de cidadania na Amazônia profunda.
Criado para atender populações ribeirinhas, quilombolas e indígenas que vivem em áreas de difícil acesso, o projeto já realizou mais de 14 mil atendimentos em diferentes regiões do estado. A iniciativa integra serviços essenciais, como emissão de documentos, atendimentos de saúde, assistência social, ações de justiça, inclusão e orientações diversas, tudo realizado às margens dos rios, onde antes a presença do Estado era limitada.

Para a diretora-geral da unidade, Renata Apóstolo, apresentar o projeto na COP30 representa mais do que um marco institucional: “é o reconhecimento da força da Amazônia profunda em inspirar soluções públicas.
Vamos apresentar ao mundo o Super Fácil das Águas, um projeto que une cidadania e sustentabilidade, conectando políticas públicas às populações ribeirinhas e tradicionais”disse.
”Uma iniciativa que mostra que é possível cuidar das pessoas e, ao mesmo tempo, proteger o meio ambiente e respeitar os povos originários. Queremos levar ainda mais cidadania pelos rios da Amazônia, alcançando comunidades que antes pareciam distantes, mas que fazem parte do coração do Amapá”, completou.
O destaque do projeto na maior conferência global sobre o clima reforça o caráter inovador. O Super Fácil das Águas demonstra que, na Amazônia, soluções fluviais podem garantir dignidade, presença e acesso a direitos, sem romper com a lógica sociocultural do território.
A participação do Amapá na COP30 fortalece o compromisso do Governo do Estado com políticas que conciliam desenvolvimento social, sustentabilidade e respeito aos modos de vida amazônicos, mostrando ao mundo que, aqui, a cidadania também pode navegar.











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