Ambientalistas vão à Justiça contra decisão do Ibama de liberar pesquisa de petróleo na costa do Amapá
- Fernando França

- 20 de out.
- 2 min de leitura

Entidades ambientais ingressaram na Justiça Federal para contestar a decisão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que autorizou a Petrobras a realizar pesquisas de exploração de petróleo na Foz do Amazonas, região marítima localizada ao largo da costa do Amapá. As organizações alegam que o processo de licenciamento ambiental foi marcado por ilegalidades e falhas técnicas, incluindo a ausência de estudos ambientais adequados e a falta de consulta prévia, livre e informada às comunidades tradicionais que vivem na área de influência do projeto.
A Petrobras pretende perfurar o bloco FZA-M-59, considerado estratégico para o plano de expansão da empresa, e argumenta que todas as exigências do Ibama foram cumpridas, incluindo planos de emergência e medidas de prevenção contra vazamentos. No entanto, os ambientalistas afirmam que a liberação ocorreu de forma apressada, sem a devida Avaliação Ambiental de Área Sedimentar (AAAS) e sem comprovar a plena capacidade de resposta em caso de acidentes, o que poderia representar graves riscos para a biodiversidade marinha e para as populações costeiras.
A exploração de óleo bruto e gás na costa do Amapá também é considerada vital para o desenvolvimento de econômico da região e combate a desigualdade social.
Principais críticas levantadas
A região da Margem Equatorial é considerada ecologicamente sensível, com fauna, flora e comunidades tradicionais que podem sofrer impactos significativos em caso de derramamento ou acidentes offshore.
As entidades questionam se foram realizados todos os estudos previstos (por exemplo, Avaliação Ambiental de Área Sedimentar) e se houve adequadamente a “consulta prévia, livre e informada” das populações indígenas/tradicionais.
Também apontam que a rapidez ou a pressão para autorizar a exploração/sondagem pode comprometer a segurança ou os protocolos de resposta a vazamentos — por exemplo, se a simulação de emergência foi considerada satisfatória ou não.
É mencionada a contradição entre o discurso de preservação ambiental internacional (especialmente com o Brasil sediando eventos como a COP30) e a expansão de exploração de combustíveis fósseis em áreas sensíveis.












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